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7 de outubro de 2010

VARIA VEREDA - XXII




XXII


E havia um flamboaiã Já me esquecia
escondido permeio socavões
que se acordava a chilros das cigarras
devassado novembro de ternuras

E ardido seus recheios descosia
devaneios de abóbadas-florões
celebrando adeuses de fanfarras
em coral entornado rupturas

Colhia moleque aurora erotizada
seu conspícuo florame viridente
e dia ia a sangrar corpo de vento

Em tarde a matar-se dia cansado
flamboaiã galopado de poente
imensava suas cores de silêncio



Irineu Volpato

5 de outubro de 2010

VARIA VEREDA - XXI



XXI


O só desses silêncios que o cingia
-- de não perder o trote das palavras
mussitava com pedras com árvores
trauteava voz num canto que lembrava

Um cão benzeu-lhe gosto que perdia
cada dia acordar saber-se ser
ter junto mesmo um bicho o estorvando
nos quandos um olhar com que brigar

O mel e pão que campo lhe agraciava
corguinho que cortava gesto e som
já não monumentavam-lhe palavras


Cão - o cão ora voz que respondia
trazia ternuras seiva concebida
...a vida dês então novou velar


Irineu Volpato

1 de outubro de 2010

DE MARISA BUELONI PARA IRINEU



(Depois de ler o poema XXIX do livro "Sonetoss", de Irineu Volpato)



Bilac inspirou ralé de estrelas
Sonetoss e Irineu se esculpiram
Oh madrugada aparovante plena
Noites insones olhos não dormiram


Dormissem gente gato pato sonhos
Daqueles homens vagos sons fonemas
Andar caminho tropeçar tropeço
Versos incendiários dons poemas


Deus-esse Deus pensando adormecido
Por filho procurou embevecido
A Irineu beijou pudor de lado


Filho se esgarrara entre sonetoss
Sonetoss Irineu fogo e gravetos
Deus-esse Deus no céu apaixonado



Marisa Bueloni


Escritora, poeta, cronista, pedagoga

marisabueloni@ig.com.br

30 de setembro de 2010

Reverências às amizades que ainda me acham poeta



Pois é, e não é que é mais difícil bolar uma agradecimento decente e que diga aquilo que realmente ando sentindo por todos ? Gente, continuo me obrigando com todos e achando lindo o mundo porque vocês existem.


Irineu Volpato

24 de setembro de 2010

FOTOS DO LANÇAMENTO DO LIVRO "QUANDO ÀS VEZES VIDA NOS DEVOLVE PARA DENTRO DE NÓS MESMOS.

 Coquetel de lançamento e noite de Autógrafos do Livro de Irineu Volpato no SESC  - Piracicaba - 24/09/2010



Autografando para o Athayde





Autografando para uma amiga




 Autografando para Antonia Segatto





Amigos prestigiando o Autor 




 Carmen e Silvia (ao fundo), Ivana Altafin, Antonia Segatto e seu esposo



Amigos presentes




 Leroy e Carla Ceres



Douglas Simões prestando homenagem ao Autor 




 Uma amiga, Lurdinha e Carmen



 Athayde, Mara, Irineu, Carmen e Carla Ceres





 Shirley, Esio, Ana e Silvia



O Autor laudeado pelos Amigos Poetas e Escritores




Esio, Ana, Silvia e Ivana Altafin

23 de setembro de 2010

VARIA VEREDA - XX



XX


Vestido solidão e voz dos dias

acontecia em seu ermo paz pausado

desenhado de espera e teimosia

porfia de limites deflorados



Susteve dias de sombras vadias

em que latia peito frustraneado

de demorados idos que vagiam

folhas se-cridas de papeis picados



Noites nesses dias espedaçavam

toadas de rumores em silêncio

tansas cicatrizes adelgaçavam



E ressumbrado do surto das ausências

ensaiava-se claustros que o guardavam

e látego suava sua querência



Irineu Volpato

19 de setembro de 2010

VARIA VEREDA - XIX




XIX


Veio inverno magriço de recheios
que águas de corguinho nem cantavam
Uns dias empoçados devaneios
esguios - serra e céus continuavam

Ventos frios demorados de passeio
caiam boca de noite e madrugavam
Se agasalhara vale com receio
que elegíacos ecos coivaravam

Tempo de pensar sopé-espinhaço
dos morros e de campos os baraços
para ensaiar amanho de plantio

Hora de inventar hálito de espera
prenhar a terra em vindo primavera
e celebrar a messe em fausto estio



Irineu Volpato

18 de setembro de 2010

VARIA VEREDA - XVIII




XVIII


Assim viveu vestido réstia canto
amando chão verde de sementes
rosto voz idade penha consistente
desenhado momentos entretantos

Como o pai - qualidade antigamente
jecou-se existir por ora enquanto
durou-se descobertas dos encantos
que terra devolveu sobejamente

Um pomar simplezinho boniteza
flores cores alegre redondeza
e campos emprenhados - Deus louvado !

Quando dia cansado desistia
dispersava-se em tarde que se ia
miudeza dissolvido de calado


Irineu Volpato

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