AD VENTURUM
RELANÇAMENTO DO LIVRO PAULISTARUM TERRA MATER
SAGARACONTOS
POEMANTOS
POEMANDO
24 de outubro de 2010
VARIA VEREDA - XXVIII
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20 de outubro de 2010
VARIA VEREDA - XXVII
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17 de outubro de 2010
VARIA VEREDA - XXVI
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15 de outubro de 2010
VARIA VEREDA - XXV
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14 de outubro de 2010
VARIA VEREDA - XXIV
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11 de outubro de 2010
VARIA VEREDA - 111197
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7 de outubro de 2010
VARIA VEREDA - XXII
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5 de outubro de 2010
VARIA VEREDA - XXI
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23 de setembro de 2010
VARIA VEREDA - XX
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19 de setembro de 2010
VARIA VEREDA - XIX
Veio inverno magriço de recheios
que águas de corguinho nem cantavam
Uns dias empoçados devaneios
esguios - serra e céus continuavam
Ventos frios demorados de passeio
caiam boca de noite e madrugavam
Se agasalhara vale com receio
que elegíacos ecos coivaravam
Tempo de pensar sopé-espinhaço
dos morros e de campos os baraços
para ensaiar amanho de plantio
Hora de inventar hálito de espera
prenhar a terra em vindo primavera
e celebrar a messe em fausto estio
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18 de setembro de 2010
VARIA VEREDA - XVIII
Assim viveu vestido réstia canto
amando chão verde de sementes
rosto voz idade penha consistente
desenhado momentos entretantos
Como o pai - qualidade antigamente
jecou-se existir por ora enquanto
durou-se descobertas dos encantos
que terra devolveu sobejamente
Um pomar simplezinho boniteza
flores cores alegre redondeza
e campos emprenhados - Deus louvado !
Quando dia cansado desistia
dispersava-se em tarde que se ia
miudeza dissolvido de calado
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17 de setembro de 2010
VARIA VEREDA - XVII
Ouvia manhãs beiradas lambuzadas
sol curumim jecando ouro cores
a dispersar vigílias soletradas
dissolvência recheios e odores
Devassado ternuras transbordadas
colhido labirindo seus humores
celebrava-se de chuvas ofertadas
em terra devolvida fruto e flores
Dias iam a fluir trivialidades
vestidos solidão e fins de tardes
a pastorar ciranda salmo e messe
D’olhos palpando reles miudezas
rasgava além sorrisos redondezas
voz atada de mudez e prece
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16 de setembro de 2010
VARIA VEREDA - XVI
Havia de fecundar a primavera
esse cálice-outono em suas mãos
fluir de azul e voz ouro os grãos
ironias que crepúsculo lhe dera
Inda que regressar gume devera
silenciosamente solidão
sangraria arrancar-se voz de chão
sortilégios silêncios que aprendera
E gritos de impossiveis manhecidos
abortariam em tardes tumescidas
frutos colhidos de dourado chão
E o arder velado coração de espera
colhido aroma que restou das pérolas
beberia alegria migalha mão
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14 de setembro de 2010
VARIA VEREDA - XV
Rés de mundo perdido - um buraco
só adivinhado por angusta trilha
terra - sobrou-lhe aquele naco
- herança uma avença de familia
Morraria acercava-o em cilha
um corguinho de vagar velhaco
se orlava de bambus algumas tílias
ali arranchou-se Sonho-cenáculo
Várzea braba - terra de sapé
mais pedras que abavam no sopé
magra nesga sobrava para o eito
Assuntou céu nuvens dentro a alma
férreo prumou-se de suprema calma
se atracou lida luta teima e jeito
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13 de setembro de 2010
VARIA VEREDA - XIV
Trenzinho ousava vale e seus apitos
ressangrava saracuras nos brejais
roubava solidões entre seus gritos
a encalço de trilhos sempre mais
Carroças que trepavam a passitos
uns morros que subiam canaviais
dissolviam-se olhos infinitos
vingados-lhes ternuras tremurais
Trem se ia desafiando dia
vale e morros de se entornar ilhados
singrados de mesmice teimosia
Sobravam amanhãs noutros cuidados
a roubar ungüento avesso da alegria
alma cosida de sonhos costurados
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12 de setembro de 2010
VARIA VEREDA XIII
Dona Cândida-do-morro era parteira
desvelava seu ofício às carecidas
consumia-se estradas pertencida
a acudir cada prece mensageira
Fosse sol chuva noite seresteira
ia Candinha e seus passinhos de tangida
desvendar solidão duma parida
a desatar angústias derradeiras
De si pojou no mundo uma setena
de filhos pastorando alma verbena
navegou paz de netos escarcéu
Sustentou-se entre salmos e rosários
ao sendar seu postremo itinerário
seguiu fugaz... ...se a invocasse o céu
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11 de setembro de 2010
VARIA VEREDA - XII
Terma a safra encilhava sua mulinha
e vinha ao povoado mercanciar
fardado de melhor roupa que tinha
manhãzinha colhia-o num trotar
Dia se ia No morro os que ficavam
cismavam horas cumpridas seca espera
que milho que feijão que ali plantavam
saldassem precisão e coisas meras
E sol ia celebrava trás dos montes
e noite viajava de ciranda
quando mulinha trote roncinante
entumescia o quieto Na varanda
espera era magoada de resposta
“- comércio do povoado ‘tá uma bosta..”.
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10 de setembro de 2010
VARIA VEREDA XI
E vale estilhaçava escuridão
galopado de nuvens aportadas
ventania singrava sua canção
com ramagens pulsando gargalhadas
Cosendo alma pequena e solidão
consumida entre árvores copadas
nossa casa tumescida de verão
decorava um novembro chuvarada
E espiava escutar fúria dos ventos
exercícios dos avessos elementos
e chuva a devassar-se atrocidade
Sabia entrementes céu breviaria
e que amanhã outra chuva novaria
diáfora do tempo - eternidade
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9 de setembro de 2010
VARIA VEREDA - X
Assuntou olhos no céu Sol brunia
setembro consumia-se e horizonte
abstrato de azul se aborrecia
adeuses enredados pelos montes
Solidão de terra arada empoçava
descosidas esperanças de plantio
gume de estio chão cicatrizava
morriam de silêncio águas do rio
Setembro barganhou-se Estorvado
viveu outubro mesmas cicatrizes
de terra ensaiada pra raizes
Navegado rosto triste enevoado
no flanco dos enquantos e esperas
cariciava esconsos de quimera
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8 de setembro de 2010
VARIA VEREDA - IX
Sábado quando tarde se encolhia
e vestia-se céu manta açafrão
arriava seu um zaino que nitria
e emproado seguia de estirão
Em avesso de morro residia
cabrocha de epicédio coração
alma de azul acrescentado ia
breviado de trote em solidão
Já esperava-o morena na varanda
sorrisos olhos lerdos e lavanda
ali ficavam olhares mesma inana
consumindo vontades que trotavam
as tantas pai lá dentro pigarrava
-hora de ir - demorar outra semana
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