CLICK HERE FOR BLOGGER TEMPLATES AND MYSPACE LAYOUTS »

Nº DE ACESSOS

AMIGOS QUE SEGUEM SESMARIA

AD VENTURUM

RELANÇAMENTO DO LIVRO PAULISTARUM TERRA MATER

SAGARACONTOS

POEMANTOS

POEMANDO

Mostrando postagens com marcador Sonetos variavereda. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sonetos variavereda. Mostrar todas as postagens

24 de outubro de 2010

VARIA VEREDA - XXVIII



XXVIII


Ela fez-se orvalhado algodão
com seu artefato enfunado
coração de piano afogado
particípio rosto de paixão

Trazia arco-íris na mão
e no riso cipós sincopados
estranjeira de sonhos cepados
navegava-se mel seu desvão

Ia além-meio-dia da vida
esmerando indoer-se vencida
nem tapera encalhar-se de espera

Delírio de lendas em liras
cavalgou pororocas mentiras
e morreu noitidão suas quimeras


Irineu Volpato

20 de outubro de 2010

VARIA VEREDA - XXVII



XXVII

Levava alma abrupta zanzeira
cambiada de durante extremidade
riso exponte de dócil feiticeira
banhava-se de ápice maldade

xucrada de ânsias e bondade
embestava-se tramas enredeiras
morgada de pium felicidade
- contrastes após de bebedeira

Envelheceu-se pêndula ao azar
concelebrando rindo o de chorar
bestalhada-se inteira quando a sorte

surtia luminando-lhe janela
contraste seus afetos e querelas
morreu mote da sida própria morte

 

Irineu Volpato


17 de outubro de 2010

VARIA VEREDA - XXVI



XXVI


Minha janela de olhares derrubados
decorava na noite suas estrelas
apalpando inventadas miudezas
nesse atlântico céu de desmanchados

E pássara inventava madresselvas
na relva pascentada do jardim
cansim vento vestido seu burel
decifrava aromas escanchados

Voz de linho banhada de jasmim
noite ia suas margens de caminho
embaciando luzes do desejo

Onde estariam fímbrias dos limites
e trâmites as etapas não vividas ?
Alma galopava sonho adejo


Irineu Volpato

15 de outubro de 2010

VARIA VEREDA - XXV



XXV


Não se achegue esse ar de pena e pecha
rosto barroco profeta-aleijadinho
velhas botas empoadas de caminhos
e voz macia de recitada endecha

Essa roupa de pastos devastados
olhar perdido de asperezas cordas
mosaico lascado em poídas bordas
durodenso de pródigo frustrado...

se escolheu avesso sonhos de se ir
descoitado respostas presumir
sendo e ido por águas e lugares

agora que perdeu seu sol de espera
volta bebendo o sépia das quimeras
na garupa palustre seus luares




Irineu Volpato

14 de outubro de 2010

VARIA VEREDA - XXIV



XXIV


Minha essência de múltiplo doado -
aos que catam um afago algum abraço
uma palavra terna ao ego untado
vou verberando sombras em meus passos

Este em-mim que um tempo foi ninguém
refrangalhos num pátio devastado
somado nós e cal na vida sem
mirra ou água que me ungisse calentado

perseguiu cobrar minha vereda
guardando geometrias incertas pedras -
ensinou-me que vida compartida

é uma durante sanga peregrina
e devolver canto à sururina
é consoar de cerne e causa a própria vida


Irineu Volpato

11 de outubro de 2010

VARIA VEREDA - 111197



111197



Pousou esta manhã luz à janela
em paz de mochilas descansadas
Mais um dia vadio de seqüela
rabiscado mãos lentas iteradas

Acordei-me ensaiado de cadência
somado de meus “entas” que se aguavam
o peito em bulício quase urgência
borbulhou sonhos que inda demoravam

Em durante uma vida sempre véspera
embora de solfejo solidão
essa manhã côr-açafrão e néspera
entumesceu-me seus consuteis nadas
e a bordo duma brisa angusto vão
penhou-me sonhos odes alvoradas


Irineu Volpato

7 de outubro de 2010

VARIA VEREDA - XXII




XXII


E havia um flamboaiã Já me esquecia
escondido permeio socavões
que se acordava a chilros das cigarras
devassado novembro de ternuras

E ardido seus recheios descosia
devaneios de abóbadas-florões
celebrando adeuses de fanfarras
em coral entornado rupturas

Colhia moleque aurora erotizada
seu conspícuo florame viridente
e dia ia a sangrar corpo de vento

Em tarde a matar-se dia cansado
flamboaiã galopado de poente
imensava suas cores de silêncio



Irineu Volpato

5 de outubro de 2010

VARIA VEREDA - XXI



XXI


O só desses silêncios que o cingia
-- de não perder o trote das palavras
mussitava com pedras com árvores
trauteava voz num canto que lembrava

Um cão benzeu-lhe gosto que perdia
cada dia acordar saber-se ser
ter junto mesmo um bicho o estorvando
nos quandos um olhar com que brigar

O mel e pão que campo lhe agraciava
corguinho que cortava gesto e som
já não monumentavam-lhe palavras


Cão - o cão ora voz que respondia
trazia ternuras seiva concebida
...a vida dês então novou velar


Irineu Volpato

23 de setembro de 2010

VARIA VEREDA - XX



XX


Vestido solidão e voz dos dias

acontecia em seu ermo paz pausado

desenhado de espera e teimosia

porfia de limites deflorados



Susteve dias de sombras vadias

em que latia peito frustraneado

de demorados idos que vagiam

folhas se-cridas de papeis picados



Noites nesses dias espedaçavam

toadas de rumores em silêncio

tansas cicatrizes adelgaçavam



E ressumbrado do surto das ausências

ensaiava-se claustros que o guardavam

e látego suava sua querência



Irineu Volpato

19 de setembro de 2010

VARIA VEREDA - XIX




XIX


Veio inverno magriço de recheios
que águas de corguinho nem cantavam
Uns dias empoçados devaneios
esguios - serra e céus continuavam

Ventos frios demorados de passeio
caiam boca de noite e madrugavam
Se agasalhara vale com receio
que elegíacos ecos coivaravam

Tempo de pensar sopé-espinhaço
dos morros e de campos os baraços
para ensaiar amanho de plantio

Hora de inventar hálito de espera
prenhar a terra em vindo primavera
e celebrar a messe em fausto estio



Irineu Volpato

18 de setembro de 2010

VARIA VEREDA - XVIII




XVIII


Assim viveu vestido réstia canto
amando chão verde de sementes
rosto voz idade penha consistente
desenhado momentos entretantos

Como o pai - qualidade antigamente
jecou-se existir por ora enquanto
durou-se descobertas dos encantos
que terra devolveu sobejamente

Um pomar simplezinho boniteza
flores cores alegre redondeza
e campos emprenhados - Deus louvado !

Quando dia cansado desistia
dispersava-se em tarde que se ia
miudeza dissolvido de calado


Irineu Volpato

17 de setembro de 2010

VARIA VEREDA - XVII




XVII


Ouvia manhãs beiradas lambuzadas
sol curumim jecando ouro cores
a dispersar vigílias soletradas
dissolvência recheios e odores

Devassado ternuras transbordadas
colhido labirindo seus humores
celebrava-se de chuvas ofertadas
em terra devolvida fruto e flores

Dias iam a fluir trivialidades
vestidos solidão e fins de tardes
a pastorar ciranda salmo e messe

D’olhos palpando reles miudezas
rasgava além sorrisos redondezas
voz atada de mudez e prece


Irineu Volpato

16 de setembro de 2010

VARIA VEREDA - XVI




XVI


Havia de fecundar a primavera
esse cálice-outono em suas mãos
fluir de azul e voz ouro os grãos
ironias que crepúsculo lhe dera

Inda que regressar gume devera
silenciosamente solidão
sangraria arrancar-se voz de chão
sortilégios silêncios que aprendera

E gritos de impossiveis manhecidos
abortariam em tardes tumescidas
frutos colhidos de dourado chão

E o arder velado coração de espera
colhido aroma que restou das pérolas
beberia alegria migalha mão



Irineu Volpato

14 de setembro de 2010

VARIA VEREDA - XV




XV

Rés de mundo perdido - um buraco
só adivinhado por angusta trilha
terra - sobrou-lhe aquele naco
- herança uma avença de familia

Morraria acercava-o em cilha
um corguinho de vagar velhaco
se orlava de bambus algumas tílias
ali arranchou-se Sonho-cenáculo

Várzea braba - terra de sapé
mais pedras que abavam no sopé
magra nesga sobrava para o eito

Assuntou céu nuvens dentro a alma
férreo prumou-se de suprema calma
se atracou lida luta teima e jeito


Irineu Volpato

13 de setembro de 2010

VARIA VEREDA - XIV




XIV


Trenzinho ousava vale e seus apitos
ressangrava saracuras nos brejais
roubava solidões entre seus gritos
a encalço de trilhos sempre mais

Carroças que trepavam a passitos
uns morros que subiam canaviais
dissolviam-se olhos infinitos
vingados-lhes ternuras tremurais

Trem se ia desafiando dia
vale e morros de se entornar ilhados
singrados de mesmice teimosia

Sobravam amanhãs noutros cuidados
a roubar ungüento avesso da alegria
alma cosida de sonhos costurados


Irineu Volpato

12 de setembro de 2010

VARIA VEREDA XIII




XII


Dona Cândida-do-morro era parteira
desvelava seu ofício às carecidas
consumia-se estradas pertencida
a acudir cada prece mensageira

Fosse sol chuva noite seresteira
ia Candinha e seus passinhos de tangida
desvendar solidão duma parida
a desatar angústias derradeiras

De si pojou no mundo uma setena
de filhos pastorando alma verbena
navegou paz de netos escarcéu

Sustentou-se entre salmos e rosários
ao sendar seu postremo itinerário
seguiu fugaz... ...se a invocasse o céu


Irineu Volpato

11 de setembro de 2010

VARIA VEREDA - XII




XII


Terma a safra encilhava sua mulinha
e vinha ao povoado mercanciar
fardado de melhor roupa que tinha
manhãzinha colhia-o num trotar

Dia se ia No morro os que ficavam
cismavam horas cumpridas seca espera
que milho que feijão que ali plantavam
saldassem precisão e coisas meras

E sol ia celebrava trás dos montes
e noite viajava de ciranda
quando mulinha trote roncinante

entumescia o quieto Na varanda
espera era magoada de resposta
“- comércio do povoado ‘tá uma bosta..”.


Irineu Volpato

10 de setembro de 2010

VARIA VEREDA XI




XI



E vale estilhaçava escuridão
galopado de nuvens aportadas
ventania singrava sua canção
com ramagens pulsando gargalhadas


Cosendo alma pequena e solidão
consumida entre árvores copadas
nossa casa tumescida de verão
decorava um novembro chuvarada

E espiava escutar fúria dos ventos
exercícios dos avessos elementos
e chuva a devassar-se atrocidade

Sabia entrementes céu breviaria
e que amanhã outra chuva novaria
diáfora do tempo - eternidade


Irineu Volpato

9 de setembro de 2010

VARIA VEREDA - X




X


Assuntou olhos no céu Sol brunia
setembro consumia-se e horizonte
abstrato de azul se aborrecia
adeuses enredados pelos montes

Solidão de terra arada empoçava
descosidas esperanças de plantio
gume de estio chão cicatrizava
morriam de silêncio águas do rio

Setembro barganhou-se Estorvado
viveu outubro mesmas cicatrizes
de terra ensaiada pra raizes

Navegado rosto triste enevoado
no flanco dos enquantos e esperas
cariciava esconsos de quimera


Irineu Volpato

8 de setembro de 2010

VARIA VEREDA - IX




IX


Sábado quando tarde se encolhia
e vestia-se céu manta açafrão
arriava seu um zaino que nitria
e emproado seguia de estirão

Em avesso de morro residia
cabrocha de epicédio coração
alma de azul acrescentado ia
breviado de trote em solidão

Já esperava-o morena na varanda
sorrisos olhos lerdos e lavanda
ali ficavam olhares mesma inana

consumindo vontades que trotavam
as tantas pai lá dentro pigarrava
-hora de ir - demorar outra semana



Irineu Volpato

Motemas Neu Volpato

Motemas de Neu no YouTube

Motemas

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

LANÇAMENTO DOS LIVROS DOS POETAS SILVIA E IRINEU 26/07/2013 - BIBLIOTECA MUN PIRACICABA

Motemas no YouTube